Tem mais de um mês que eu não durmo direito.
Tem mais de um mês que eu viro e reviro na minha cama em busca de alguma explicação sobre o que aconteceu.
Nós terminamos, foi isso.
Mas não era pra ter acabado.
Ainda sinto aqui que tínhamos muito pela frente.
E como tínhamos.
Mesmo depois você ter me dado todo aquele discurso de que queria continuar meu amigo e que eu não deveria mais chorar por você porque eu era linda demais e não merecia ficar sofrendo.
Mesmo depois disso, de eu ter parado de escutar músicas tristes para não
lembrar de você e por mais que você quisesse ter minha amizade eu ter me afastado um pouco para ver se a dor diminuia e depois a gente podia continuar a amizade.
Mas a dor não parou.
É, você já ficou com outro alguém e eu também mas pelos menos em mim ainda tem uma chaminha acesa, pequena mas tem. Por mais que eu negue e tente retirar todo oxigênio para que ela se apague, ela ainda continua ali, balançando, pedindo pra arder.
As vezes ela arde.
Ela sobe pela minha garganta e queima, pedindo que eu vá atrás de você de novo.
Durante o dia eu finjo que estou bem, porque o resto do mundo só joga a culpa em mim pelo nosso fim.
Mal sabe eles que NEM EU, NEM VOCÊ, temos culpa de nada.
Eu finjo que estou bem porque o resto do mundo não precisa saber que eu ainda choro por você.
Eu tento ser forte. Fiz o que você me pediu e o que eu prometi fazer por mim mesma: saí com minhas amigas, beijei bocas que nem sei se queria beijar, tentei flertar com caras que não tinham nada a ver comigo, apaguei
nossas mensagens, marquei rolês que nem queria ir só porque não queria ficar em casa pra não lembrar de você, me enganei acreditando que eu poderia te esquecer se só parasse de pensar em vocÊ.
Mas eu não posso.
Eu não consigo.
Porque tudo o que falo, que eu penso, me lembra e me leva de volta pra ti.
Eu queria não lembrar, como combinamos de fazer, mas a saudade grita seu nome enquanto a cidade dorme e eu viro e me reviro na minha cama porque não consigo te esquecer.
Não consigo esquecer o seu cheiro de perfume que ficava grudado na minha roupa, ou o jeito como o seu cabelo ficava bagunçado mesmo você não deixando ninguém mexer nele, nem eu (as vezes só pra um cafuné).
Eu não sei se a gente ainda tem alguma chance, se devemos apostar as nossas fichas nessa história.Eu não sei de um monte de coisa, porque tudo sempre foi meio complicado entre nós dois, mas eu não tenho a menor dúvida de que ainda amo vocÊ.
Não tenho a menor dúvida de que ainda é você o dono das borboletas que moram no meu estômago.
Eu continuo aqui, no mesmo lugar, escrevendo textos, falando em inglês, sendo conselheira da vida dos outros (mesmo que eu não saiba o que estou fazendo com minha própria vida) ete esperando de braços abertos pra curar de uma vez por todas a minha insônia.

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